ROTEIRO DE ESTUDOS
Turma: 7º B e C – MAIO
(semana 11 a 15) Língua Portuguesa:
Atividade 01- Ler e revisar os pronomes
oblíquos (Apostila Aprender Sempre - página 11);
Atividade 02-Ler o texto e responder as
questões do exercício 17 (Apostila Aprender Sempre - página 13/ registrar as respostas na apostila);
Atividade 03- Leitura de revisão: Linguagem
verbal/não verbal e discurso (livro didático – páginas 22 e 23);
Atividade 04 - Registrar no caderno, respondendo
as questões dos exercícios 05 e 06 (livro didático – páginas: 26 e 27);
Atividade 05 – Leitura da crônica Geração
Conectada (blog da escola), faça uma revisão sobre o gênero textual crônica (aulas
do aplicativo CMSP e livro didático – páginas 18 e 19) e registre/ produzir a sua crônica, com o tema “Geração Conectada” (em folha separada).
Geração Conectada
A família se reuniu para decidir o
que fazer no sábado. Já tinha combinado uma pescaria, semanas antes, depois de
verificar no calendário que seria um sábado que antecederia o feriado da
Páscoa.
Leonardo, o filho caçula, que se preparava
para o vestibular, anunciara que neste dia faria um simulado, portanto, não
poderia ir. Os outros filhos – Felipe e Fábio - ficaram surpresos com o fato,
mas não quiseram adiar a tão esperada pescaria. Diante da situação, o pai combinou
a ida com os dois filhos e a mãe preferiu ficar em casa para adiantar as
tarefas domésticas e, também, fazer companhia ao filho que precisara de apoio
neste momento.
Amanheceu um sábado lindo de sol e
céu azul, logo de madrugada os três saíram para o lazer programado. Leonardo,
ansioso, com o simulado do vestibular acordou cedo e após o café se programava
para sair:
- Mãe, hoje vou para o cursinho e
assim que terminar meu simulado te aviso. Você vai sair de casa depois?
- Não, filho! Vou cuidar das
tarefas da casa e depois que você chegar, podemos ir até o shopping para
um lanche, pode ser?
- Pode, claro!
Após o combinado, Leonardo se
despediu e saiu. A mãe, em meio as tarefas, nem percebeu a hora passar.
Enquanto cuidava de seus afazeres, lembrava dos filhos pequenos e das bagunças
que faziam, e embora a bagunça continuasse, agora era um pouco diferente, no
lugar dos carrinhos, trenzinhos e estilingues, a anarquia se dava pelos jogos,
CDs e vídeos.
Ao chegar no quintal para organizar
a bagunça e lavar toda a sujeira do cachorro, deparou-se com os restos de
madeira, algumas sobras de pedras, areia usada pelo pedreiro na reforma da
piscina, o que a irritou profundamente.
O quintal era bastante grande, que
atendia a área da piscina passando pela lavanderia até chegar à garagem que
fica na entrada da casa. Quintais limpos, hora de colocar em ordem a garagem.
Num canto do corredor havia um ralo, onde
também, tinha alguns poucos entulhos como pequenos pedaços de madeira e algumas
pedras. A mãe já exausta não enxergava nada pela frente, apenas tratava de
colocar as coisas no saco de lixo e lavar. E o cachorro que circulava de um
lado para o outro sem dar espaço e sossego na limpeza. Foi quando ouviu alguém
mexer no portão.
-
Quem está aí? Perguntou a mãe, tensa.
- Oi
mãe, sou eu.
A
mãe abriu o portão e viu que o filho já estava de volta e, sem perguntar nada
já foi fazendo o usual sermão. Ela estava uma fera!
-
Mas como? Você já está de volta? Nem prestou atenção neste simulado, menino!
Como pode? Nem leu as questões para responder, não é possível. Deixei de sair
para ficar com você e te apoiar neste momento e você nem considera o esforço
que faço. Aposto que estava com a cabeça no Icloud!
-
Mas, mãe, eu não tenho culpa! Morri de estudar, mas a catraca do ônibus quebrou
e por isso atrasei. Quando cheguei na escola não me permitiram entrar porque o
simulado já havia começado. Voltei com o mesmo ônibus que fui, mãe. E você nem
vai acreditar, a catraca já estava consertada!
Com
peso na consciência pelo fato de não perguntar o que houve, a mãe olhou para a
mochila que o filho carregara e imaginou o peso do material, pensou na
dedicação de sábado de sol com céu azul, o filho estar empenhado em estudar. E
embora cansada por tudo que já havia feito em suas tarefas, relutou em pedir
ajuda para o filho, porém a dor nas costas foi mais forte.
-
Leonardo, sei que está cansado e imagino essa mochila nas costas estar bem
pesada, mas por favor, segura este saco para eu juntar este lixo que está aqui,
o cachorro não me deu sossego e me atrasou em limpar este quintal.
-
Claro, mãe.
Enquanto
o filho caminhava para ajudá-la, a dor nas costas pesou ainda mais.
-
Filho, faz o seguinte, eu seguro o saco de lixo e você pega os entulhos para
mim, minhas costas doem muito.
E
assim, ainda com a mochila nas costas o filho se abaixou e ficou parado, sem
ação. Aquilo a irritou ainda mais.
-
Anda Leonardo, não tenho o dia todo!
-
Mãe, aquela cobra coral que o pai matou aqui no quintal esta semana, ele jogou
aqui no ralo? (durante a semana uma cobra havia aparecido no quintal da casa).
-
Claro que não, menino! Que ideia é essa? Ele jogou fora.
-
Mas, mãe, então isto que está em pé mostrando a língua para mim é uma outra
cobra?!
Numa
ação rápida, a mãe puxou o filho e, em alerta, olhou aquela cobra pequena, mais
uma cobra, circulando entre o lixo. Enquanto segurava a mangueira usada na
limpeza, observava, também, o cachorro que de alguma forma percebera antes dela
todo o perigo.
O
filho entrou para a casa e de forma a buscar ajuda.
A
mãe procurou na rua alguém que pudesse livrar a família do perigo. Chamou o
vizinho, segurando o cachorro, agora preso na coleira, e pediu para matar a
cobra.
De
pronta ajuda o vizinho a atendeu, a única frase dita por ele foi:
-
Poxa, você teve muita sorte, veja isto... uma cobra coral.
E
assim, matou a cobra.
Minutos depois Leonardo surge na
garagem. Na verdade, a mãe havia se esquecido dele no momento da agitação.
- Ué, cadê a cobra, mãe?
- Filho, você está bem? Estava no
banheiro? A cobra o vizinho já matou. Graças a Deus!
- Não, mãe, eu estava procurando no
Google “como matar uma cobra coral” e vim para matá-la.
Incrédula com tanta calma e
paciência do filho, a mãe achou que fosse apenas uma brincadeira.
Ao anoitecer, com a volta do pai
acompanhado pelos filhos mais velhos, a mãe relatou o acontecido, o pai
comentou:
- Precisamos agradecer o vizinho
pela ajuda.
E a mãe ainda concluiu:
- O Leonardo sumiu e, quando
perguntei onde ele estava me disse que, pesquisando no Google em como
matar uma cobra coral, pode isso? Nesta hora ainda acha meios para
brincadeira... esse menino!
Arrancando risos de todos, um dos
filhos grita do quarto:
- Mãe,
é verdade! A pesquisa dele está registrada no histórico de busca...
(Cristiane Aparecida Nunes,
Fabricio Cristian de Proença, Marcia Aparecida Barbosa Corrales, Mariângela
Soares Baptistello, Ronaldo César Alexandre Formici em colaboração Amadora
Fraiz Vilar Della Beta)
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